Quando faço piadas sobre os meus tempos de solteiro e quão feliz eu era, acho piada às perguntas que me fazem. No outro dia, houve uma particularmente engraçada mas que me colocou numa situação complicada:
-Oh Tomé, tu dizes sempre que, por estares a namorar, estás triste e essas coisas. Mas não é a sério, pois não?
-Ahahah! Não! Claro que não... sogra...
Cuidado quando brincam com isso. A sogra é a PIDE das relações.
Mas nunca tenham medo de falar dos vossos tempos de solteiros. A certa altura, homens ou mulheres, novos ou velhos, a namorar há muito ou há pouco tempo, todos damos por nós a lembrarmo-nos de quando éramos solteiros. O que é saudável, faz parte. Recordar faz-nos bem à alma e ajuda-nos a manter memórias felizes vivas em nós.
Sim, eu sei que isto parece uma letra de André Sardet mas é a verdade. Eu adoro ser namorado da Marta e com ela quero ficar para o resto da minha vida mas, logicamente, gosto de me lembrar dos meus tempos de solteiro. Como me disse o Ivo Canelas, quando lhe perguntei se poderia voltar a haver um programa como O Fura-Vidas, "não quero voltar a onde já fui feliz". Mas é bom recordar.
E a minha vida com a Marta é perfeita. Mas ela podia ser mais compreensiva. Sim, digo isto sem medos. Olhem no outro dia, por exemplo, em que estávamos no CascaiShopping e ela ficou toda chateadinha, amuada mesmo. Sinceramente, não percebo como é que o facto de eu correr todo nu pelo centro comercial, a gritar: "Sou um Pokémon! Sou um Pokémon!" possa chatear alguém. Julgo que merecia mais compreensão, até porque não é assim tão embaraçoso, eles agora estão em todo o lado. Mais um, despido ou não, é indiferente. Eles nunca têm roupas, de qualquer maneira. Mas eu perdoei a Marta.
Ou como quando entrei num restaurante de sushi a gritar que queria uma pizza. E a Marta ainda escondeu a cara. Não há coisa pior para o vosso estado de espírito que a pessoa que está convosco não aderir à vossa brincadeira. Isso é que é desagradável. E os nossos danos morais? Isto existe mesmo e deixa sequelas.
A última foi quando eu quis fazer amor com uma velha que encontrámos na rua. E a Marta passou-se. Eu apenas lhe queria mostrar como a expressão: "Vou parti-la toda" pode ser altamente literal. Mas não, amuou e ainda pediu desculpa à mulher. Mas eu mostrei-me compreensivo a todos estes deslizes da Marta. Até porque ela também já me fez passar algumas vergonhas.
No outro dia, desatou a espirrar no meio da praia. Credo, vocês não estão a imaginar a vergonha que foi. É que dois ou três espirros, é na peida. Agora uns cinco ou seis seguidos... Dei por mim, estavam três miúdos a olhar para nós. Três putos! Que embaraço. Como vêem, ela também tem as suas falhas mas eu sou-lhes compreensivo, apesar dela não ser tão tolerante, como vos provei.
Pronto, eu admito que alterei um bocado a história do shopping, que faz, de facto, toda a diferença - eu estava era a gritar que era um Playmobil, não um Pokémon.
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