Esta crónica é dirigida àqueles que se metem na condução dos outros. Eu até entendo, de certo modo, porque u ma das maiores características dos portugueses é não querer que se mande em nós. Se o Diabo fosse possuir um tuga, ao fim de dois dias já estava a sair. "PORRA, ESTE GAJO SÓ RESSONA À NOITE E SÓ MANDA É VIR COMIGO. Pá caga nisso, vou mas é possuir um africano ou um francês." Mas no trânsito a coisa é diferente porque estes gajos tornam-se, de facto, bastante irritantes. Porque odeiam ser conduzidos pelos outros. Seja um homem, uma mulher, um cão, um gato, um piriquito, uma ovelha. Não interessa. Não pode é ser outro a conduzir. E se não são eles, começam logo com suores frios, brancos como a cal e com espasmos. Ainda está um sinal de STOP a 500 metros e já estão a dizer:" PÁRA! PÁRA ESSA MERDA! PÁRA, PÁ! PÁRA!" E a outra pessoa desconcentra-se, enerva-se e pimba. Espeta com o carro numa valeta ou enfaixa-se noutro carro. E é assim que acontecem acidentes. As...