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Mostrando postagens de junho, 2020

A ambiguidade dos piropos

Nós, homens, não somos lá muito coerentes. Mas ainda bem porque isso tem piada. Nós partimos vidros e mandamos quadros ao chão quando chegamos a casa com os copos mas depois, quando vem a mulher mandar vir, dizemos: "Schiu... olha os vizinhos..." Uma das maiores incoerências masculinas é a surpresa com que encaramos uma reacção negativa por parte de uma mulher. Vamos supôr que um gajo está encostado a um balcão num bar. Passa uma moça e ele mete-se com ela, a dizer aquele tipo de coisas agradáveis, que é sempre muito bom ouvir: "És muita boa. Comia-te toda. Deves ser feita de mel porque tens aí uma CUlmeia que valha-me Deus." Coisas que, como é óbvio, é o que as mulheres mais gostam de ouvir. E depois, perante isto, admiram-se de ser ignorados. Então mas a dizer merdas destas o que é que nós queríamos? Camarões? Não sei, intriga-me. E o expoente máximo disso são os trolhas. Esses então é que não os percebo mesmo. Na minha rua, esteve uma casa a ser constr...

As palavras proibidas

Há palavras que nós não podemos dizer fora de contexto. Porque nos tiram a vontade de viver. São irritantes, assim como quando pisamos cocó e tentamos ir tirá-lo com um pau. E o pau prende na sola e voa um bocadinho contra nós. E nós ficamos irritados. Estão a ver esse nível de irritabilidade. É ASSIM QUE EU FICO QUANDO OUÇO ALGUMAS DESTAS PALAVRAS. Uma delas é, quando alguém nos vê, dizer "adeus" em vez de dizer "olá". Hum... diz-se "adeus" quando se está a ir embora e se despede de alguém. E "adeus" neste contexto é mesmo a despachar um gajo. E o diálogo até se torna bastante bizarro. -Então António, estás bom? -Adeus Tomé! Um gajo até fica sem saber o que dizer. Sei lá, mando o gajo à merda ou fico só a pôr em questão ele ser esquizofrénico, não vá ele estar a ver mais alguém ao meu lado que não existe mas que se está a despedir dele? Até porque, normalmente, são pessoas mais velhas que dizem isto, logo a possibilidade de estarem men...

O desrespeito pelos caracóis

Continua tudo preocupado com o racismo, o Ventura e as manifestações (epá já chega disso tudo porque não se chega a consenso nenhum e é repetitivo) mas continua-se a não dar a importância que se deve aos caracóis.  Chegou a altura do ano em que os comemos. Todos os dias os malhamos e ninguém quer saber deste genocídio animal. Quer dizer, já despejámos de casa as lesmas e agora comemos o que resta deles. A única coisa de que eles se devem rir entre eles é que os chupamos. Dev em ter 8263536 anedotas sobre isso para os humanos. Péce que estou a imaginar dois caracóis a falarem, em cima de uma couve: -Epá sabes quais são as duas coisas que os humanos fazem ao mesmo tempo? -Não! Qual é? -Chupar-nos e comerem a nossa merda toda! -Ahahahah! Está boa! -Espera, tenho outra! Sabes o que é que um humano sente quando me está a chupar? -Ahaha não! O quê? -Os meus pauzinhos a crescer! -Hahahahah! -Hahahahah! Claro está que, mais tarde ou mais cedo, são apanhados e vão...