Ontem foi o famoso dia da liberdade, o nosso querido 25 de Abril. E este dia, que seria para todos celebrarmos com alegria e orgulho, por termos saído da opressão de um Estado Novo que pouco ou nada nos ajudou, não são todos que o fazem. Muita gente aproveita este dia para fazer um activismo verdadeiramente idiota, que se baseia em ficar bem na fotografia por dizer coisas como: "O 25 de Abril deu-nos tudo e vocês não o valorizam!" ou: "Quem não festejar o 25 de Abril não é bom português!" Ou a minha preferida: "Votaram no Zé das Couves! Grandas anormais! Fascistas!" Se criticas alguém por discordar de ti, estás a querer mandar na vida dele. Mas o fascista é ele. É uma coerência do caralho.
As pessoas sabem o que foi o 25 de Abril, não precisas de as lembrar. Sabem a importância do dia, não precisas de as lembrar. Às tantas tu é que não sabes o que foi porque, aparentemente, estás sempre a falar disso. Às tantas estás à espera que alguém te pergunte: "Epá, está bem! Eu sei o que é o 25 de Abril! Tu sabes?", para tu aproveitares e perguntares: "Porra, não! Explica-me!", porque não sabes mesmo e precisas mesmo que to expliquem.
As pessoas que falam das coisas bonitas, tipo ser contra a fome ou à pedofilia, deviam entender uma mensagem: não é por o dizerem a torto e a direito e os outros não o fazerem que não são contra isso também. Simplesmente não incorrem num activismo desnecessário. Não é preciso dizer, a toda a hora, que não se devia comer pão com manteiga. Filho, se és contra o pão com manteiga, tranquilo. Não precisas de o dizer a toda a hora. Agora, não comas é nada que envolva pão ou manteiga.
Epá, eu quero comer pão com manteiga à vontade. Se não gostas, vai à tua vida. E não precisas de lembrar que pão tem farinha e manteiga vem em embalagens. As pessoas sabem. Tu é que não sabes, às tantas, de onde vem o pão e a manteiga e mandas vir com quem os come. És um fascista. Vês? Não gostas, pois não...?
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